Governo filipino investiga causas de revolta militar

Um dia após sufocar um motim militar que abalou sua presidência, Gloria Macapagal Arroyo foi ovacionada no Congresso ao ordenar uma investigação independente das causas do levante dos jovens oficiais. Horas antes, a polícia prendeu um destacado partidário de Joseph Estrada, o ex-presidente que Arroyo substituiu, depois de ele ter sido afastado por protestos populares em 2001. O governo de Arroyo acusa partidários de Estrada de terem fomentado e colaborado com a rebelião de domingo, que terminou sem derramamento de sangue, num bairro de Manila. Estrada, detido há mais de dois anos enquanto é julgado por corrupção, insistiu não ter tido nada a ver com o levante de domingo. "Nem eu nem meus seguidores tiveram qualquer papel nesta situação, e eu, pessoalmente, não tenho nada a ganhar com o incidente", disse. Os cerca de 300 amotinados exigiam a renúncia de Arroyo, mas recuaram durante negociações com o governo. Em meio aos temores com a segurança, cerca de 3.000 policiais cercaram hoje o prédio do Congresso durante o discurso de Arroyo. Do lado de fora, milhares de manifestantes exigiam que Arroyo renunciasse, alegando que ela não cumpriu promessas de entregar terras a camponeses pobres, atacar a corrupção e diminuir a pobreza. Cinco jovens oficiais, que organizaram o motim, estavam sendo interrogados, segundo o porta-voz militar tenente-coronel Joselito Kakilala. Os renegados acusavam o governo de corrupção e denunciavam que altos militares estavam vendendo armas para insurgentes islâmicos e comunistas, a fim de conseguir mais ajuda dos EUA para combatê-los.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 14h38

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