AP Photo/Bullit Marquez
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Governo filipino pede que decisão do Tribunal de Haia sobre Mar do Sul da China seja respeitada

Filipinas ainda ressaltou que não discutirá suas conclusões ou possíveis ações relativas à resolução até especialistas do país analisarem a sentença

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2016 | 15h06

MANILA - O governo das Filipinas pediu nesta quinta-feira, 14, que a decisão judicial emitida na terça pela Corte Permanente de Arbitragem de Haia (CPA), que lhe dá razão em sua disputa com a China sobre territórios do Mar do Sul da China, "deve ser respeitada".

As afirmações foram divulgadas em um comunicado enviado à imprensa no qual explica as questões que o ministro das Relações Exteriores do país, Perfecto Yasay, tratará durante a cúpula Ásia-Europa (Asem) que será realizada na sexta-feira e no sábado na Mongólia.

"O ministro Yasay também debaterá a postura pacífica das Filipinas sobre o Mar do Sul da China e a necessidade de que as partes implicadas respeitem a recente decisão da Corte de Arbitragem", disse o Ministério das Relações Exteriores filipino.

Desde que a CPA anunciou sua decisão em favor das Filipinas sobre a disputa territorial com a China, Manila se mostrou muito cautelosa em suas declarações, e embora tenha aplaudido o resultado, também pediu "moderação e sobriedade".

Além disso, o governo das Filipinas enfatizou que não iria discutir as suas conclusões ou possíveis ações relativas à resolução até que especialistas filipinos tivessem analisado cuidadosamente a sentença do tribunal internacional.

Segundo afirmou na quarta-feira o porta-voz da presidência das Filipinas, Ernesto Abella, a administração filipina está se preparando para "a resposta correta no momento adequado", afirmou o jornal local Inquirer.

A CPA anunciou sua decisão sobre o conflito territorial do Mar do Sul da China na terça-feira, após mais de três anos de processo judicial, iniciado em janeiro de 2013 quando Filipinas apresentou uma denúncia por considerar que a China havia começado a ocupar territórios pertencentes à área exclusiva filipina.

A tensão no Mar do Sul da China tem aumentado nos últimos anos em razão de brigas, acusações cruzadas entre os governos e um aumento da presença militar na região por parte do Exército chinês.

Por sua vez, Filipinas assinou acordos estratégicos com os Estados Unidos, Japão e Vietnã para resistir à presença chinesa. / EFE

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