Governo fraco converte país do Golfo em oásis para a Al-Qaeda

Nação mais pobre do mundo árabe, o Iêmen transformou-se nos últimos anos no principal centro de operações da Al-Qaeda no Oriente Médio. Três fatores contribuíram para que o país virasse o destino de militantes de todas as partes do mundo, incluindo americanos - os principais líderes do grupo na região viveram nos EUA e falam inglês .

, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

Primeiro, o Estado iemenita é fraco. O governo do presidente Ali Abdullah Saleh praticamente não exerce poder fora de Sanaa e alguns poucos centros urbanos. Em segundo lugar, o Iêmen é habitado por uma série de tribos conservadoras que vêm sendo influenciadas pela Al-Qaeda. Muitas delas, especialmente no sul do território, discordam da unificação do país ocorrida em meados dos anos 90.

Para completar, os países vizinhos, em especial a Arábia Saudita, reprimem duramente a Al-Qaeda. Desta forma, o território iemenita transformou-se em um oásis para os jihadistas, sem risco de serem detidos. O intercâmbio com a vizinha Somália, onde facções islâmicas rivais disputam o poder, também contribuiu para a radicalização do Iêmen.

Os EUA passaram a armar e treinar o Exército iemenita. O problema é que Saleh teme que a repressão à Al-Qaeda acabe se voltando contra seu governo, que sempre buscou uma conciliação com a organização.

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