Governo francês faz reunião para discutir violência

O primeiro-ministro francês Dominique de Villepin anunciou neste domingo uma reunião marcada para segunda-feira depois do agravamento dos ataques contra ônibus. Em um comunicado, Villepin - que vai presidir a reunião - manifestou sua "indignação em relação à violência" e afirmou que todas as medidas serão tomadas para que "os autores deste crime sejam detidos o quanto antes".O ministro do Interior Nicolas Sarkozy indicou, em outro comunicado, que colocou à disposição do prefeito de Marselha medidas para deter a violência na região.Villepin condenou fortemente as "agressões que põe em risco a vida de passageiros e condutores nos atos de violência dos últimos dias". A Direção Geral da Polícia Nacional (DGPN), em um primeiro balanço feito na noite de sábado nos bairros conflituosos, afirmou que a noite tinha sido "relativamente tranqüila", em exceção aos ataque de Marselha. Uma mulher, que estava dentro de um coletivo em Marselha, ficou gravemente ferida e corre risco de morte. Além da jovem, três pessoas foram hospitalizadas com sinais de intoxicação.A DGPN assinalou que outros ônibus foram incendiados em Trappes, na periferia de Paris, mas que os passageiros puderam descer dos veículos e não ficaram feridos. Segundo a DGPN, seus agentes detiveram 46 pessoas que participavam dos ataques, dos quais 36 na região de Paris.Na noite de sábado, foi confirmado que ao menos 277 veículos tinham sido queimados na França, número três vezes maior do que a média registrada diariamente no país.A DGPN afirmou que manteve a presença de 4 mil policiais nas ruas para evitar o aumento da violência nos bairros parisienses. A onda de protestos coincide com o aniversário de um ano dos distúrbios que sacudiram a França durante três semanas em 2005.

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