Governo francês vê diminuição dos protestos no país

Quase 200 mil pessoas protestavam hoje, por volta do meio-dia (horário local), contra a reforma previdenciária na França, informou um balanço do Ministério de Interior. Segundo o governo, há uma "clara redução comparada com os dias anteriores" de protestos.

AE, Agência Estado

28 de outubro de 2010 | 11h21

De acordo com o Ministério do Interior, havia 198 mil pessoas nas ruas do país protestando contra a reforma, que, entre outros pontos, aumenta a idade mínima para a aposentadoria no país de 60 para 62 anos. Segundo a pasta, no dia 19 deste mês compareceram 480 mil pessoas para protestar. No dia 12, havia 500 mil manifestantes.

A Assembleia Nacional aprovou ontem a lei, que já havia passado pelo Senado. Agora, está aberto um período para que o texto possa ser contestado na Corte Constitucional, o que o oposicionista Partido Socialista já prometeu fazer. A expectativa é que o presidente Nicolas Sarkozy possa sancionar a medida por volta de meados de novembro.

No complexo portuário de Fos-Lavera, no sul do país, o terceiro maior do mundo, a greve perdura pelo 32º dia consecutivo. Com isso, navios-tanque não conseguem entrar no porto com petróleo e partir com produtos refinados, informou um porta-voz do local. As greves em refinarias e portos provocaram a falta de combustível em vários postos nas últimas semanas. Atualmente, 80% dos postos estão com seus estoques normalizados.

Sete refinarias do país estão prontas para retomar as operações, informou uma entidade que representa as refinarias francesas, a UFIP. Essas refinarias ficam prejudicadas, porém, pela greve no complexo portuário Fos-Lavera.

Além disso, entre 20% e 50% dos trens franceses não estão operando hoje, informou a operadora estatal SNCF em comunicado. Obedecendo a uma ordem da autoridade de aviação civil da França emitida para se adequar às greves, as companhias aéreas em geral cancelaram 50% dos voos de e para o Aeroporto de Orly, em Paris, e 30% dos voos em outros aeroportos franceses, incluindo o parisiense Charles De Gaulle. As informações são da Dow Jones.

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