Governo holandês eleva nível de alerta contra terrorismo

O governo da Holanda elevou seu nível de alerta contra terrorismo nesta quarta-feira em razão dos temores de que cidadãos holandeses em viagem à Síria, para combater na guerra civil, possam retornar mais combativos, mais radicais e traumatizados.

Agência Estado

13 de março de 2013 | 10h21

O governo citou a ameaça representada por combatentes jihadistas que voltam da Síria, onde rebeldes combatem forças do governo, além dos sinais de aumento da radicalização dos jovens holandeses como as principais razões para elevar o nível de alerta de "limitado" para "substancial", o segundo mais alto numa escala de quatro níveis, logo abaixo de "crítico".

"A possibilidade de um ataque na Holanda ou contra interesses holandeses no exterior aumentou", informou o Coordenador Nacional para Segurança e Contraterrorismo em comunicado.

O alerta foi feito dois meses antes das grandes celebrações pela renúncia da rainha Beatrix e a coroação de seu filho, o príncipe herdeiro Willem-Alexander, que devem atrair centenas de milhares de pessoas a Amsterdã.

O chefe de contraterrorismo Dick Schoof disse que cerca de 100 pessoas viajaram da Holanda para a África e Oriente Médio, principalmente para a Síria, para lutar nesses locais. Ele advertiu também que este não é um problema enfrentado apenas pela Holanda.

"Esses viajantes jihadistas podem voltar à Holanda muito mais radicais, traumatizados e com um forte desejo de cometer atos de violência, portanto representando uma ameaça significativa a este país", disse Schoof em comunicado. Ele afirmou que vários combatentes já voltaram ao país e que estão sendo monitorados.

No mês passado, a França também expressou preocupações sobre seus cidadãos que se dirigem ao Mali para se unirem a grupos combatentes islâmicos locais, embora o Exército francês esteja combatendo rebeldes muçulmanos em sua ex-colônia.

O Ministério do Interior da Alemanha disse nesta quarta-feira que em 2012 cerca de 220 pessoas de toda a Europa foram lutar na Síria. Dessas, menos de dez eram da Alemanha. A maioria dos alemães que foram lutar no exterior escolheram o Egito como seu primeiro destino em 2012, seguindo depois para ou para o Mali, Síria ou Iêmen, segundo informações da inteligência alemã. As informações são da Associated Press.

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