Governo hondurenho nega que vá invadir embaixada

O governo de facto de Honduras negou hoje que vá invadir a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa para deter o presidente deposto Manuel Zelaya, informa o jornal local "La Prensa". "Não se pode (invadir). Há acordos e nós respeitaremos a sede diplomática", declarou a vice-chanceler do governo golpista hondurenho Martha Alvarado. "Além do mais, isto nos traria ainda mais problemas", prosseguiu a diplomata.

RICARDO GOZZI E NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 16h02

A embaixada brasileira em Tegucigalpa está cercada pelas forças locais de segurança. Zelaya, derrubado por um golpe militar em 28 de junho, abrigou-se ontem na representação diplomática do Brasil em Honduras depois de retornar furtivamente ao país. Martha Alvarado disse ainda que o governo de facto de Honduras espera que o Brasil "decida logo se protegerá Zelaya como asilado político ou se o entregará à justiça" hondurenha.

Reunião extraordinária

O ministro da Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em entrevista coletiva que a Organização dos Estados Americanos (OEA) fará uma reunião extraordinária hoje, às 17h de Brasília, para discutir uma solução negociada à crise em Honduras. A ideia, segundo Amorim, é enviar um representante da OEA para Honduras, destacando que os aeroportos precisam ser reabertos. A reunião foi convocada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e será realizada na sede da missão do Brasil na ONU, em Nova York.

O pedido para utilizar as instalações da sede da missão do Brasil foi feito pelo secretário-geral da OEA. Amorim não deu certeza se participará da reunião, mas afirmou que outros embaixadores estarão presentes, sem citar nomes. Do lado norte-americano, participará da reunião um subsecretário, informou Amorim. Entre os assuntos a serem deliberados hoje está a avaliação sobre envio de carta pedindo uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da situação em Honduras. Com informações do site aberto do jornal "La Prensa".

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