Governo indiano discute lei proposta por ativista

Legisladores indianos concordaram nesta quarta-feira em discutir uma rigorosa lei anticorrupção proposta pelo ativista Anna Hazare, que há oito dias está em greve de fome para que a legislação seja aprovada, medida que tem atraído cada vez mais apoio da população.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2011 | 17h56

O primeiro-ministro Manmohan Singh reuniu-se com todos os partidos do Parlamento, que pediram que Hazare encerre seu jejum, e recomendou que os legisladores debatam o esboço da lei anticorrupção.

Durante a reunião, Singh disse aos legisladores que os manifestantes exigem que o governo retire sua versão da lei, apresente sua versão em quatro dias e a aprove apenas com poucas emendas. Críticos acusam os manifestantes de chantagear o governo e subverter o Parlamento.

"Acontecimentos recentes levantaram questões relacionadas ao funcionamento de nossa democracia parlamentar que preocupa a todos nós", disse Singh aos legisladores, afirmando que espera "orientação para o caminho a seguir".

Um importante auxiliar de Hazare disse que o governo deveria apresentar sua versão para a lei no Parlamento imediatamente. "Eu quero pedir ao primeiro-ministro que, se ele está tão preocupado com a saúde dele (Hazare), que apresente o projeto de lei ao Parlamento amanhã", assim Hazare pode encerrar seu jejum, disse Arvind Kejriwal aos jornalistas.

A principal diferença entre os projetos é a questão sobre se o organismo anticorrupção deve ter poder para investigar e sancionar os integrantes do gabinete do primeiro-ministro e o Judiciário.

Críticos de Hazare dizem que dar tal poder ao organismo seria inconstitucional e lembram que altos líderes na maioria das democracias do mundo têm imunidade em tais investigações.

O governo concordou em estudar o projeto de Hazare antes de chegar a um novo esboço para a lei. Uma terceira rodada de negociações entre auxiliares de Hazare e graduados ministros do governo ocorreu após a reunião dos legisladores, mas não houve progressos.

O ministro da Justiça, Salman Khurshid, um importante negociador da questão, disse aos jornalistas que as conversações foram "positivas", e que novas discussões serão realizadas na quinta-feira.

Mas Kejriwal afirmou que ficou desapontado com o vagaroso progresso em relação às exigências e disse que apesar de dias negociações, o governo continua a vacilar. "Ainda estamos onde estávamos três dias atrás", disse ele. As informações são da Associated Press.

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