Governo interino do Egito proíbe atividades da Irmandade Muçulmana

Justiça do país, ligada a militares que derrubaram Morsi, ordena que bens do grupo sejam confiscados

AE, Agência Estado

23 Setembro 2013 | 09h20

CAIRO - Um tribunal no Egito proibiu as atividades da Irmandade Muçulmana e ordenou que seus bens sejam confiscados, segundo a emissora estatal de televisão do país. A decisão do tribunal, que pode ser enfrentada por meio de um recurso, abre caminho para que as autoridades rastreiem a elaborada rede de serviços sociais do grupo, um duro golpe contra uma das bases da Irmandade.

Em grande parte de seus 65 anos de existência, a Irmandade teve suas atividades proibidas no Egito. Mas, após a queda do ditador Hosni Mubarak em 2011, a organização recebeu autorização para trabalhar abertamente.

Em seguida, a Irmandade Muçulmana formou um partido político e subiu ao poder em uma série de eleições pós-Mubarak. Em março, foi registrada como uma organização não-governamental reconhecida./ AP

Mais conteúdo sobre:
EgitoIrmandade Muçulmana

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.