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Governo iraniano confirma ao menos 11 mortes em atentado

Ao menos onze pessoas morreram em um atentado a bomba cometido na madrugada desta quarta-feira, 14, contra um ônibus da Guarda Revolucionária do Irã, o grupo de elite das forças de segurança iranianas. O incidente, que ainda não foi esclarecido, ocorreu em uma cidade do sudoeste do país, próximo à fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, local conhecido pelos constantes enfrentamentos entre forças da ordem e grupos rebeldes e de traficantes de drogas.Segundo a agência de notícias semi-oficial Fars, um grupo de militantes sunitas supostamente ligado à Al-Qaeda denominado Jundollah (soldados de Deus) teria reivindicado a autoria do ataque. O governador da província em que ocorreu o incidente, Hassan Ali Nouri, confirmou a morte de 11 membros da Guarda. Segundo ele, outros 31 teriam ficado feridos no ataque, perpetrado na cidade de Zahedan, na província de Sistão-Baluchistão.Mais cedo, a Irna havia relatado a morte de 18 militares.Segundo a agência oficial iraniana, a Irna, o atentado ocorreu às 6h30 (1 hora de Brasília), quando um ônibus que transportava integrantes do grupo militar de elite foi quase destruído por uma bomba escondida em um carro que estava na beira da estrada.Os agressores dispararam primeiro com armas leves contra o ônibus para obrigá-lo a parar e, então, detonaram um explosivo escondido em um carro-bomba ou na própria estrada.O Jundollah - grupo de extremistas sunitas - já havia se responsabilizado no passado por outros atentados contra autoridades, mas o governo sempre o tem tratado como uma organização de caráter mais criminoso do que político, vinculado ao próspero narcotráfico na região.A Irna vinculou ainda o atentado com a tensão que o país vive com os Estados Unidos e assegurou que "uma fonte responsável" não identificada afirmou que o grupo que realizou o atentado "tem o apoio dos EUA".PrisõesO diretor-geral de Assuntos Políticos da província assegurou que cinco pessoas foram detidas após a operação: duas delas foram encontradas com a ajuda da população local e, em sua propriedade, havia "várias granadas e uma câmera de vídeo".Também foram detidos outros três supostos cúmplices, sobre os quais as autoridades forneceram poucos dados até agora, além da qualificação de "terroristas".Por outro lado, o coronel Mohammed Javad, que exerce o cargo de porta-voz da Guarda Revolucionária, acusou "elementos diabólicos e anti-revolucionários de realizar este atentado terrorista". Mas o coronel não identificou com mais precisão os autores do atentado nem sua nacionalidade. A ação ocorreu em uma área considerada muito permeável devido à confluência de fronteiras."Iniciamos uma vasta operação para determinar a identidade de todos os envolvidos neste incidente e garantir sua detenção", disse Javad.A região de Sistão-Baluchistão é cenário de freqüentes atentados e choques com o Exército, tanto no lado iraniano como no paquistanês da fronteira. As ações geralmente são atribuídas a motivações tribais e separatistas.Em março, um comando de homens armados de filiação desconhecida matou 22 pessoas e feriu outras sete, entre estas o governador da província, Hassan Ali Nouri, em um ataque contra um comboio oficial. Nessa ocasião, responsáveis iranianos vincularam indiretamente EUA e Reino Unido ao ataque, ao dizer que responsáveis militares desses dois países no Afeganistão haviam se reunido com líderes guerrilheiros do Baluchistão.

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