Javier Galeano/AP
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Governo iraniano pede ação contra morte de cientista

Irã disse que tem evidências de que 'quartéis estrangeiros' estiveram por trás do assassinato

AE, Agência Estado

12 de janeiro de 2012 | 11h54

TEERÃ - O assassinato de um cientista nuclear iraniano provocou profunda irritação em Teerã. Nesta quinta-feira, 12, o governo exigiu que a ação receba forte condenação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em carta enviada do Conselho de Segurança da ONU, o governo disse que tem evidências de que "quartéis estrangeiros" estiveram por trás do assassinato do cientista Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, ocorrido na quarta-feira.

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O vice-diretor da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz morreu quando dois homens numa motocicleta passaram por seu carro, preso no trânsito da hora do rush em Teerã, e colocaram uma bomba com um ímã no veículo. A explosão também matou o motorista e guarda-costas de Ahmadi Roshan e feriu um terceiro ocupante do Peugeot 405.

O ataque foi semelhante a outros quatro ocorridos em Teerã nos últimos dois anos. Três cientistas, dos quais pelo menos dois também trabalhavam no controverso programa nuclear iraniano, morreram e outro, que atualmente lidera a organização de energia atômica do país, escapou por pouco de um ataque.

Muitos meios de comunicação iranianos criticaram o silêncio do Ocidente a respeito dos assassinatos. Publicações mais conversadoras sugeriram a realização de uma ação contra Israel.

"A única forma de encerrar as ineficientes ações do inimigo é retaliar o assassinato do cientista iraniano", disse o jornal Resalat em sua primeira página.

"É legal, pela lei internacional, retaliar o assassinato de um cientista nuclear", escreveu o diário Keyhan. "A república islâmica reuniu bastante experiência em 32 anos, portanto, o assassinato de autoridades e militares israelenses é possível", afirmou.

A manchete do jornal Qods dizia "Vingança ocidental após o Irã anunciar enriquecimento a 20%", uma referência à ativação de uma segunda instalação de enriquecimento de urânio, no interior de uma montanha fortificada em Fordo, a sudoeste de Teerã, informação que foi confirmada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na segunda-feira.

A agência de notícias Fars informou que protestos contra o assassinato do cientista foram realizados nesta segunda-feira em frente às embaixadas da França, da Alemanha e da Grã-Bretanha.

Na quarta-feira, o vice-presidente Mohammad Reza Rahimi, o Ministério de Relações Exteriores, deputados e outras autoridades disseram que Israel e os Estados Unidos estavam por trás do ataque.

 

As informações são da Dow Jones.

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