Governo iraquiano poderá vetar ações militares, diz Blair

O governo iraquiano que será empossado em 30 de junho poderá vetar operações militares propostas pelas forças internacionais que permanecerão no país, disse o premier britânico Tony Blair. A Grã-Bretanha é co-autora, com os EUA, de uma proposta de resolução da ONU que prevê a transferência do poder político para os iraquianos, mas que mantém a segurança do país a cargo das forças comandadas pelos Estados Unidos. Blair disse que ofensivas como o cerco à cidade de Faluja, em abril, não ocorrerão sem consentimento do governo do Iraque. Mas ressaltou que as tropas não estarão sob controle dos iraquianos. ?Se houver uma decisão política a ser tomada sobre se vamos a um lugar como Faluja de determinada maneira, isso terá de ser feito com o consentimento do governo iraquiano?, disse. Nesta terça-feira, o ministro da Defesa do Iraque disse esperar que as forças de segurança nacionais estejam prontas a substituir as tropas estrangeiras, tornado-as desnecessárias, dentro de um ano. ?O prazo da presença de uma força multinacional é uma questão de meses, não de anos?, disse Ali Alawi.

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