Governo iraquiano quer que ONU adote proposta de Lula

O governo iraquiano quer que a Organização das Nações Unidas (ONU) leve em consideração e adote a idéia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que uma conferência mundial seja realizada para tentar solucionar a crise no Iraque de forma pacífica. Em entrevista à Agência Estado, um dos mais altos diplomatas de Bagdá, embaixador Dhari Khalil Mahmood, afirmou que o Iraque está "agradecido" pelo esforço de Lula em promover a paz. "São propostas como a do Brasil que poderiam solucionar as tensões. A ajuda do governo brasileiro deve ser vista como um exemplo para outros países", afirmou o embaixador. Segundo ele, a proposta de Lula "legitima" o papel da ONU como o local onde as decisões mundiais devem ser tomadas. Mahmood estava em Genebra para negociações com agências humanitárias da ONU quando a guerra estourou. Agora, diante do início das hostilidades, não tem como voltar a seu país e agora tenta mostrar os efeitos que a guerra terá na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Segundo ele, o Brasil está sendo fundamental no fortalecimento de um grupo de países que prefere uma saída pacífica para a crise. "O ministro de Relações Exteriores do Brasil (Celso Amorim) é muito hábil e seu esforço em contatar outros líderes mundiais está sendo visto de forma muito positiva por nosso governo em Bagdá", afirma Mahmood. O embaixador acusa os Estados Unidos e a Inglaterra de estarem colocando o mundo "de volta à lei da selva". "O mundo precisa entender que, se nos estão atacando, podem atacar a qualquer país que não lhes agrade", disse. Mahmood, porém, se recusou a falar sobre os motivos que levaram seu presidente Saddam Hussein a dificultar, por tantos anos, os trabalhos dos inspetores da ONU.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula - Os primeiros 100 dias

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