Governo israelense começa caminhada para definição de fronteiras

A primeira reunião de ministros do novo governo de Israel dedicou-se neste domingo a questões técnicas, embora o gabinete esteja de olho no estabelecimento definitivo das fronteiras do país, mesmo que ainda não haja acordo com a parte palestina.Caso o plano do governo de Ehud Olmert de esvaziar os assentamentos isolados e de incorporar definitivamente a Israel os territórios mais povoados e próximos seja levado adiante, o Executivo teria que tomar a decisão política de transferir 70 mil pessoas.Os colonos israelenses, apoiados pelos partidos de direita, se opõem ao Plano de Desligamento desde que este começou a ser aplicado ano passado na Faixa de Gaza.Na primeira reunião do governo, que estabeleceu o cronograma de aprovação do Orçamento Geral do Estado e examinou outros assuntos técnicos, não foi abordado o plano fundamental do novo Executivo: a possível fixação unilateral das fronteiras.Um funcionário disse que o governo israelense está determinado a fixar as fronteiras e não está disposto a esperar que os palestinos se decidam. Porém, segundo ele, "é cedo para falar de um plano".Entre os políticos que cumprimentaram Olmert pelo início de seu novo governo esteve o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que telefonou para o líder israelense.Perguntado se Olmert poderia se reunir com Abbas antes de o governo islâmico do Hamas cumprir as três condições impostas pela comunidade internacional (reconhecimento de Israel, dos acordos anteriores e a renúncia à violência), o funcionário disse que hoje só se pode dizer que há uma pressão para que os palestinos cumpram as três condições.Se optar pela solução unilateral, Israel tentará "agir com o apoio da comunidade internacional, com os Estados Unidos, com a União Européia, e não sozinhos".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.