Governo japonês hesita em enviar soldados ao Iraque

Crescentes preocupações com segurança e novas questões políticas poderiam forçar o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, a abandonar seus planos de enviar tropas de manutenção de paz ao Iraque, informou a imprensa japonesa nesta terça-feira. Segundo as versões que circulam nos jornais japoneses, Koizumi tentaria até o fim desta semana conseguir a aprovação de seu gabinete ao envio de forças ao sul do Iraque para auxiliar nos esforços de reconstrução e outras funções que não incluam o engajamento em combates. Tal aprovação possibilitaria a Koizumi manifestar alguma solidariedade aos Estados Unidos durante a visita do secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, cuja chega está prevista para 14 de novembro. Ele deverá passar três dias no Japão para reunir-se com autoridades locais e conversar com soldados americanos estacionados no país. Desde o início da invasão do Iraque, Koizumi esteve por trás da "coalizão dos voluntários" liderada pelos Estados Unidos, mas seu apoio limitou-se a justificar a guerra perante uma opinião pública japonesa cada vez mais cética e a arrecadar bilhões de dólares em ajuda humanitária. Entretanto, segundo os jornais japoneses, os Estados Unidos ainda terão de esperar mais um pouco se quiserem que o Japão comprometa-se com o envio de tropas de manutenção de paz ao Iraque ocupado. O primeiro-ministro e seus assessores teriam decidido adiar a discussão do assunto devido à deterioração das condições de segurança e sinais de que o apoio ao envio de uma missão como essa estaria em queda, publicaram jornais locais.

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