Governo japonês tenta aprovar nova lei antiterrorista

Para conseguir a aprovação, será necessário o apoio da oposição no Parlamento

Efe,

17 de outubro de 2007 | 03h18

O Executivo japonês tenta aprovar nesta quarta-feira, 17, uma nova lei antiterrorista para permitir que suas Forças Armadas continuem apoiando a missão dos Estados Unidos no Afeganistão. Para conseguir a aprovação, o governo vai precisar do apoio da oposição no Parlamento. A aprovação final da lei será a primeira prova de fogo do governo do novo primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, que assumiu o cargo há menos de um mês. A oposição controla o Senado desde julho e pode bloquear a medida. O Gabinete modificou o texto da atual lei antiterrorista, que vence dia 1 de novembro, para tentar conseguir o apoio do Partido Democrático (PD), o maior da oposição. A nova norma, com um período de um ano, limita a atividade das Forças de Autodefesa ao fornecimento de combustível e água ao Exército dos EUA e de outros países envolvidos na campanha militar no Afeganistão. A lei acrescenta que as atividades do Exército japonês se limitarão geograficamente às "zonas sem combates" no Oceano Índico, inclusive o Golfo Pérsico. A atual norma autoriza uma colaboração militar mais estreita entre Japão e Estados Unidos. A atual lei, aprovada pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, permite a busca e resgate de militares desaparecidos e outras atuações. O PD se posicionou em várias ocasiões contra a colaboração com os Estados Unidos no Afeganistão. Até agosto de 2007, o Japão forneceu 480 milhões de litros de combustível a navios de guerra de 11 países no oceano Índico, segundo os dados do Executivo.

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