Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Governo libera R$ 223,8 milhões para assistência a venezuelanos

Medida provisória destina verba à assistência emergencial e acolhimento humanitário de imigrantes, mas não especifica como dinheiro deve ser utilizado

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 22h08

O governo brasileiro liberou quase R$ 224 milhões destinados à assistência emergencial e acolhimento humanitário de imigrantes para tentar lidar com a crise de refugiados da Venezuela. O presidente Jair Bolsonaro assinou a medida provisória (MP) nesta terça-feira, 30, após o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, promover um levante para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder.

Por se tratar de MP, a liberação dos recursos tem força de lei por já ter sido publicada no "Diário Oficial". A partir de agora, o Congresso Nacional tem até 120 dias para aprovar a medida. Se o texto não for aprovado no período, perderá validade. Pelo texto da MP, o dinheiro servirá para "assistência emergencial e acolhimento humanitário de pessoas advindas da República Bolivariana da Venezuela".

No início da tarde desta terça, o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, disse, em nota, que "O Brasil acompanha com grande atenção a situação na Venezuela e reafirma o irrestrito apoio ao seu povo que luta bravamente por democracia". Afirmou ainda: “Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do presidente encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela."

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O ministro Augusto Heleno chegou a dizer que "o movimento de mais cedo na Venezuela deu um rastro de esperança”, mas depois declarou que não ficou evidenciado que o governo de Nicolás Maduro perdeu.

“Ele (Maduro) está evidentemente mais enfraquecido do ponto de vista de apoio popular, mas do ponto de vista de apoio de tropa, de apoio militar, ainda não ficou evidente esse enfraquecimento”, observou o general Heleno.

Hamilton Mourão, vice-presidente, avaliou que Juan Guaidó partiu para o tudo ou nada e que a situação na Venezuela chegou a um ponto sem retorno. “O Guaidó e o Leopoldo López foram para uma situação que não tem mais volta, não há mais recuo. Depois disso aí, ou eles vão ser presos ou o Maduro vai embora”, afirmou.

O presidente (PSL) usou sua conta no Twitter nesta terça-feira, 30, para demonstrar solidariedade ao povo da  As ruas das principais cidades do país são tomadas por conflitos entre apoiadores do  e d, que tem apoio do governo brasileiro.

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