Governo mexicano descarta "negociação política" pós-eleitoral

O Governo mexicano descartou nesta segunda-feira a possibilidade de uma "negociação política" para resolver a controvérsia gerada pela impugnação das últimas eleições presidenciais, que a esquerda considera "fraudulentas".O porta-voz presidencial, Rubén Aguilar, disse que corresponde ao Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) resolver as queixas dos partidos políticos sobre as eleições de 2 de julho e anunciar o presidente eleito, o que deverá ocorrer em 6 de setembro, no máximo.O presidente eleito deverá tomar posse em 1º de dezembro para um mandato de seis anos, segundo a lei mexicana."A saída para as eleições é legal, e as leis não podem ser negociadas nunca, pois nisso consiste a democracia", ressaltou o porta-voz do presidente Vicente Fox em entrevista coletiva.Aguilar fez esta declaração ao responder sobre se a Presidência considera que a situação pós-eleitoral pode ser resolvida através de uma "negociação política", como - segundo a imprensa - está sugerindo o derrotado candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.O autônomo Instituto Federal Eleitoral (IFE) deu como vencedor nas eleições o conservador governista Felipe Calderón, com uma vantagem de 243.934 votos (0,58 ponto percentual) sobre López Obrador, que não reconheceu esses resultados, os impugnou na Justiça e convocou "ações de resistência civil pacífica".

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