Governo paquistanês dá ultimato a mesquita fundamentalista

Radicais devem se entregar até as 11 horas (hora local) ou enfrentarão as balas

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h28

O governo paquistanês deu um ultimato de rendição aos radicais da Mesquita Vermelha de Islamabad, reduto de fundamentalistas que registrou 12 mortes em choques contra as forças de segurança na quinta-feira, informou nesta quarta-feira uma fonte oficial. Os militantes têm até às 11 horas (hora local) para entregarem suas armas e se renderem, disse Anwar Mahmood, alto funcionário do Ministério de Informação. O governo declarou além disso um toque de recolher na área em torno da mesquita, pediu à população que permaneça em suas casas e solicitou a presença de médicos e ambulâncias, segundo informou a rede de televisão Geo TV. Uma ação contra os radicais não foi descartada. "Se eles se renderem, não sofrerão danos. Mas se alguém sair com armas, enfrentará as balas", disse o secretário de Estado de Interior, Zaffar Iqbal Warraich, em entrevista coletiva após uma reunião urgente do governo, liderada pelo presidente, Pervez Musharraf. Além disso, o ministro da Informação, Muhammad Ali Durrani, informou que o Executivo decidiu dar um ultimato aos radicais. Eles devem se render, esvaziar a Mesquita e os madraçais (escolas corânicas) adjacentes e entregar os estudantes que enfrentaram as forças de segurança. Se não obedecerem, o governo avisou que "lançará uma operação". Cercada desde quinta-feira por mil soldados das forças de segurança, a área da Mesquita viveu na quinta-feira violentos confrontos entre o Exército e os radicais islâmicos. Morreram 12 pessoas e mais de 10 foram feridas. Os clérigos radicais e os estudantes do centro declararam a jihad (guerra santa) contra o regime de Pervez Musharraf.

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