Governo paquistanês se reúne após o assassinato

Reunião foi convocada pelo primeiro-ministro interino, Mohammedmian Soomro

Efe

28 de dezembro de 2007 | 02h57

O gabinete do Governo paquistanês se reunirá, nesta sexta-feira, em caráter urgente para discutir a situação no Paquistão após o assassinato, nesta quinta-feira, da líder oposicionista Benazir Bhutto, segundo informa a agência estatal "APP". "O Governo usará todos os meios para acabar com esta conspiração contra o Paquistão", disse Soomro em discurso dirigido à nação. O primeiro-ministro pediu aos paquistaneses que mantenham a calma porque a instabilidade pode dificultar a investigação e beneficiar os responsáveis pelo ataque. Ao saber do assassinato, grupos de simpatizantes do Partido Popular do Paquistão (PPP), liderado por Bhutto, promoveram distúrbios em vários pontos do país. Morreram pelo menos 14 pessoas. O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, chamou o atentado de "grande tragédia nacional". Ele decretou três dias de luto pela morte da ex-primeira-ministra, mas não comentou um possível adiamento das eleições. As eleições, previstas para 8 de janeiro, não contarão com a presença da Liga Muçulmana-N, partido do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif. A legenda anunciou seu boicote logo após a morte de Bhutto.

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