Andy Wong / AP
Andy Wong / AP

Governo pede atenção dos chineses a novas confissões de corrupção

Por trás de cada caso de corrupção se encontra a sombra de um modelo perdido de poder, diz presidente chinês

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 11h16

PEQUIM - O órgão do governista Partido Comunista da China encarregado de investigar casos de corrupção abriu uma nova frente em sua campanha contra desvio de dinheiro público, anunciando que irá publicar confissões de funcionários corruptos para, assim, alertar e educar os demais.

Em sua iniciativa contra a corrupção, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu agir contra os criminosos no alto escalão, os "tigres", bem como as "moscas" humildes, e deixou claro que iria aprofundar a campanha mais abrangente contra a corrupção no país nos últimos anos.

"Por trás de cada caso de corrupção se encontra a sombra de um modelo perdido de poder, por trás de cada registro de arrependimento se esconde o remorso da autoculpa e do auto-ódio", disse a Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCDI) em seu site na noite de quarta-feira.

A agência pediu ao público que "fique ligado" para a primeira publicação, que se concentrará em um caso de suborno envolvendo o vice-presidente de um órgão de consulta política no alto escalão da cidade de Xuzhou, no leste do país.

A agência informou que irá publicar "casos típicos de violação da disciplina", os quais mostram criminosos arrependidos para que os quadros do partido fiquem em alerta.  / REUTERS

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