Governo pede que oposição aceite negociar no Paquistão

Funcionários paquistaneses pediram hoje que a oposição inicie negociações para resolver a crise política no país. A iniciativa ocorre apesar da pressão sobre manifestantes que tentam chegar à capital para protestos contra o governo. O presidente Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani se encontraram e Zardari também falou com o chefe do Exército, general Ashfaq Parvez Kayani. Funcionários se recusaram a dar detalhes, mas as conversas ocorrem em meio à pressão para que juízes afastados pelo ex-presidente Pervez Musharraf tenham seus cargos devolvidos.

AE-AP, Agencia Estado

13 de março de 2009 | 12h25

A instabilidade gera o temor sobre a possibilidade de um novo golpe e mina a esperança norte-americana de que o Paquistão manterá seu foco na luta contra os extremistas da Al-Qaeda e do Taleban ao longo de sua fronteira com o Afeganistão. Enviados norte-americanos têm contatado os dois governos. As autoridades paquistanesas detiveram centenas de ativistas e advogados nos últimos dias, evitando que manifestantes cheguem a Islamabad. A ideia do protesto é se concentrar na entrada do Parlamento até que as exigências sejam atendidas.

O ministro da Informação, Sumsan Bukhari, disse à emissora Express News que o governo está pronto para negociar, porém "do outro lado o bom senso não está prevalecendo". "Se eles quiserem conversas de reconciliação, estamos prontos para isso." A pressão sobre o governo se intensificou no mês passado, quando uma decisão da Suprema Corte proibiu o principal nome da oposição, Nawaz Sharif, de concorrer nas próximas eleições gerais. O próprio Sharif tem insistido pela volta dos magistrados.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistãooposiçãogoverno

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.