Governo pedirá liberação de R$ 375 milhões para o Haiti

Maior parte será para operações militares; Lula homenageia militares mortos.

BBC Brasil, BBC

21 de janeiro de 2010 | 19h51

O governo vai pedir ao Congresso a liberação de R$ 375 milhões para ajudar o Haiti, disse nesta quinta-feira o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Padilha falou à imprensa ao final da primeira reunião ministerial do ano.

Do total, R$ 35 milhões vão ser destinados ao Itamaraty e incluem US$ 15 milhões já prometidos para ajudar o país caribenho, atingido por um terremoto na semana passada.

Também foram anunciados R$ 205 milhões para as operações dos militares e R$ 135 milhões destinados à Saúde, com a construção de dez Unidades de Pronto Atendimento (UPA) que devem funcionar 24 horas diariamente.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse após a reunião que o governo também pedirá ao Congresso o aumento do teto do efetivo da missão brasileira no Haiti, com a liberação do envio de outros 1,3 mil militares.

"Não significa que vão todos efetivamente", disse Amorim.

O governo estuda enviar cerca de 900 militares em um primeiro momento.

Antes do terremoto do último dia 12, o Brasil contava com 1.266 soldados na missão da ONU para a estabilização do Haiti.

Homenagem

Amorim deve viajar ao Haiti na sexta-feira para acompanhar as operações de auxílio às vítimas do terremoto da semana passada.

O chanceler negou que existam problemas com os Estados Unidos sobre as operações de ajuda.

"Não há disputa sobre liderança no Haiti. O Brasil cumpre sua função na Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti), e os Estados Unidos ajudam em funções humanitárias. Lógico que no começo podem haver pequenos percalços", disse ele.

Após a reunião, Amorim e todos os outros ministros participaram ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma cerimônia em homenagem aos 18 militares brasileiros mortos no tremor.

Lula afirmou que os militares cumpriram "a mais nobre missão humanitária" já feita pelas Forças Armadas do Brasil.

O presidente determinou a indenização imediata das famílias dos militares mortos, que foram todos promovidos a uma patente superior.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.