Governo peruano nega atividade das Farc em seu território

O ministro da Defesa do Peru, Allan Wagner, negou nesta quarta-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantenham atividade no território peruano, junto à fronteira com a Colômbia. Wagner disse em entrevista coletiva que "há apenas o aumento de cultivos ilegais de folha de coca no Alto Putumayo e na fronteira, encorajados pelas Farc, que é um grupo terrorista e uma corporação de narcotraficantes". Ele visitou nesta quarta a região e informou que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, chegará a Lima dia 24 de novembro. No dia seguinte, os dois vão juntos a Putumayo para "trocar informação objetiva" sobre a situação. Wagner lembrou que Peru e Colômbia têm convênios na área de inteligência e que o seu intercâmbio de informação "é um exemplo na Região". No fim de semana, Santos esteve no departamento do Amazonas, na fronteira com o Peru e o Brasil, e disse estar "preocupado" com as possíveis atividades das Farc em território peruano. O jornal peruano "El Comercio" publicou hoje que o chefe do bloco sul das Farc, Pedro Rivera Crisancho, admitiu ter ido várias vezes à comunidade peruana de Huapapa. No Peru, ele comprou alimentos, além de contratar jovens nativos e colonos peruanos para as colheitas de folha de coca e "outros trabalhos". "As Farc não querem causar nenhum problema internacional com o Peru" e pretendem "apoiar os que morrem de fome e por falta de remédios, sejam peruanos ou colombianos", acrescentou. Peru e Colômbia têm uma fronteira de 1.626 quilômetros. O limite natural é o rio Putumayo. A área, pouco povoada, nos últimos anos viu aumentarem os cultivos de folha de coca.

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