Governo peruano reforça segurança durante cúpula

A reunião de mais de uma dezena de representantes árabes e o ressurgimento de ataques do grupo terrorista Sendero Luminoso fizeram com que o governo peruano aumentasse as medidas de segurança durante a Cúpula América do Sul - Países Árabes (Aspa). Os dois dias da conferência foram decretados feriado em Lima para tentar diminuir a circulação de pessoas. Dez mil policiais foram colocados nas ruas.

LIMA, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2012 | 03h05

Na cidade, ruas fechadas, policiais em praticamente todas as esquinas do bairro de San Isidro, onde se concentraram as atividades do encontro e os hotéis dos chefes de Estado, e um acesso extremamente restrito aos locais de atividade da cúpula perturbaram a vida dos moradores de Lima.

No entorno da Biblioteca Nacional, onde fica o centro de imprensa da cúpula, e do Ministério da Cultura e do Teatro Nacional, onde ocorreram os eventos presidenciais, várias quadras foram fechadas. Os nomes dos moradores foram colocados em uma lista e só se entrava com a apresentação do documento de identidade. Os carros de quem não tinha garagem foram proibidos de ficarem estacionados nas ruas.

Mesmo quem portava a credencial da conferência teve sua entrada restrita. Os jornalistas só tiveram acesso ao Centro de Imprensa. Não havia autorização para entrar no local de encontro dos presidentes. Mesmo os membros das delegações, dependendo do grau da credencial, podiam ir ao Ministério da Cultura, mas não entrar em plenário.

Na semana anterior ao início da cúpula, o Sendero Luminoso atacou uma base contraterrorista em Yuveni, na Amazônia peruana. O grupo vem se rearticulando nos últimos anos. / L.P.

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