Governo pode adiar execução de colaboradores de Saddam

O presidente iraquiano, Jalal Talabani, afirmou nesta quarta-feira, 10, que o governo de seu país deve atrasar a execução de dois dos colaboradores de Saddam Hussein.O meio-irmão do ex-ditador e ex-chefe da inteligência iraquiana, Barzan Ibrahim, e o ex-líder da Corte Revolucionária do país, Awad Hamed al-Bandar, foram sentenciados à morte após serem considerados culpados, junto de Saddam, pelo massacre de 148 xiitas após um atentado contra o ex-ditador na cidade de Dujail, em 1982. Oficiais iraquianos disseram que os dois homens deverão ser enforcados nos próximos dias, mas nenhuma data foi divulgada. "Na minha opinião deveríamos esperar mais para executá-los", disse Talabani nesta quarta-feira. "Deveríamos examinar a situação", acrescentou, sem dar mais detalhes.Rebeldes mortosAinda nesta quarta-feira, soldados iraquianos e americanos perseguiram militantes dentro e fora de becos e ruelas na problemática região da rua Haifa, em Bagdá, onde, segundo informações de funcionários, 50 rebeldes foram mortos na terça-feira.Quinze suspeitos foram presos nesta quarta-feira, afirmou um oficial do Exército iraquiano, enquanto a batalha continuava a 2,4 quilômetros ao norte da fortificada Zona Verde - onde estão localizados a embaixada dos EUA e outros prédios importantes. Tanques americanos estavam enfileirados nas ruas vizinhas, e soldados americanos e iraquianos faziam buscas casa por casa, afirmaram testemunhas.Os combates começaram horas antes do esperado anúncio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no qual ele deve divulgar a intenção de mandar mais 20 mil soldados para o Iraque, apesar da crescente oposição do Congresso.Explosões de bombas e tiroteios em todo o Iraque deixaram pelo menos 19 mortos na noite de terça-feira e no começo da manhã de quarta, incluindo um soldado americano que faleceu de um ferimento à bala contraído em combate na província de Diyala, a nordeste de Bagdá.

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