Governo promete não punir monges por protestos para imprensa

Grupo de 30 pessoas interrompeu visita de jornalistas e acusou autoridades de os manterem presos

Efe,

28 de março de 2008 | 05h15

Os monges que protestaram diante da delegação de jornalistas estrangeiros em Lhasa e afirmaram que o "Tibete não é livre" não serão punidos, prometeram as autoridades da região autônoma. Veja também:Parlamento tibetano no exílio pede investigação no TibeteTibetano que ajudou vítimas dos protestos é condecorado Pequim anuncia ''aulas patrióticas'' no Tibete  Entenda os protestos no Tibete "O que disseram não é verdade. Estão tentando confundir a opinião do mundo", assegurou o vice-presidente da região autônoma, Baema Chilain, citado nesta sexta-feira, 28, pela agência de notícias Xinhua. Na quinta-feira, cerca de 30 monges interromperam a visita dos repórteres com protestos, assegurando que as autoridades não lhes deixavam sair do templo. Os religiosos afirmaram que o confinamento acontece em vários monastérios da cidade, chamaram as autoridades chinesas de "mentirosas" e se mostraram temerosos que suas declarações fossem punidas pelas autoridades. O protesto aconteceu no templo Johkang, um dos mais sagrados para o budismo tibetano e no qual os monges desafiaram as autoridades e gritaram "o Tibete não é livre", alguns deles em lágrimas. Segundo os repórteres estrangeiros, os monges também gritaram que o dalai lama não era culpado pela violência registrada no dia 14 de março, apesar de Pequim insistir em dizer que ele foi o instigador do movimento. No dia 14, tibetanos de Lhasa atacaram lojas e edifícios públicos, dirigindo sua violência contra chineses de etnia Han e muçulmanos Hui, como mostraram fotos e vídeos feitos por turistas estrangeiros. O Governo chinês afirma que estes incidentes mataram 19 pessoas, 18 civis e um policial. A violência explodiu porque, em 10 de março, a Polícia reprimiu violentamente manifestações realizadas por monges tibetanos no 49º aniversário da rebelião do Tibete contra a China, que fracassou e motivou a fuga do Dalai Lama para o exílio. Enquanto a China afirma que a situação voltou à normalidade em Lhasa, o Governo tibetano no exílio defende que a repressão policial posterior matou 140 pessoas.

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