Governo provisório declara o estado de emergência em Fiji

O líder golpista que depôs o Governo de Fiji, o comandante Frank Bainimarama, declarou nesta quarta-feira, o estado de emergência no pequeno país do Pacífico Sul, segundo informou a rádio local.Em comunicado, Bainimarama informou que o país será governado por um conselho militar, e que todos os ministérios continuarão funcionando sob a direção de seus chefes executivos, segundo o site "Fijilive" O Governo militar provisório "levará o país ao bom Governo, livre da corrupção, e ao mesmo tempo promoverá o bem-estar de Fiji e sua gente", acrescenta o comunicado.A declaração anuncia também o estabelecimento de controles militares em posições estratégicas de Suva, e a possibilidade de toques de recolher a qualquer momento.Soldados fijianos isolaram a capital para evitar protestos contra o golpe de estado. Bainimarama explicou que postou 300 reservistas nas ruas.Soldados armados cercaram o Parlamento de Suva, obrigaram o Senado a cancelar sua sessão e detiveram vários funcionários do Governo, entre eles o porta-voz do Parlamento, Pita Nacuva, e o diretor-executivo do escritório do primeiro-ministro, Jioji Kotobalavu.Os soldados entraram também no quartel-general do partido Soqosoqo Duavata ni Lewenivanua (SDL, nacionalista, do primeiro-ministro deposto, Laisenia Qarase). Eles apreenderam vários documentos, segundo o site do jornal "Fiji Times".O comissário da Polícia interino, Moses Driver, que disse na terça-feira que não apoiaria os militares, foi também detido pelos soldados no seu quartel, em Suva.O novo primeiro-ministro fijiano, Jona Senilagakali, nomeado pelos golpistas, deve tomar posse nesta quarta-feira com um conselho militar transitório.

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