Governo qualifica atentado em hotel como maior do Paquistão

Já são 53 mortos e 266 feridos, entre eles um americano, um vietnamita e o embaixador da República Checa

EFE e AP,

21 de setembro de 2008 | 11h17

O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, classificou neste domingo, 21, o atentado contra o hotel Marriott, cometido no sábado, na capital Islamabad, de o "maior da história do Paquistão", com 53 mortos e 266 feridos até o momento. Uma fonte segura do governo paquistanês informou que o embaixador da República Checa no país, Ivo Szdarek, morreu durante a explosão.   Veja também: Já são 47 mortos no atentado de Islamabad Paquistão não tolerará invasões, diz presidente Atentados matam pelo menos oito no Paquistão Assista ao vídeo  Gustavo Chacra: Paquistão será pesadelo dos EUA  Veja galeria de imagens do atentado    Malik confirmou também a morte de mais três estrangeiros, entre eles um americano e um vietnamita. Além disso, as equipes de resgate retiraram 11 estrangeiros de dentro do hotel, que continuava em chamas neste domingo de manhã, apesar das tentativas dos bombeiros de extingüir o fogo. Nos hospitais de Islamabad, ainda há 106 feridos.   O ministro do Interior paquistanês compareceu a uma entrevista coletiva para explicar o ataque e entregou um vídeo com a seqüência da chegada do caminhão-bomba à entrada do hotel, onde aconteceu uma primeira pequena explosão e um incêndio na cabine do veículo.   Durante vários minutos, a equipe de segurança do hotel ficou na área sem saber como agir diante do caminhão em chamas, que estava carregado com 600 quilos de explosivos de alta qualidade (TNT e RDX), até que ocorreu a segunda e mais grave explosão.   Nesse intervalo, um guarda utilizou inclusive um extintor para tentar apagar o incêndio, e cachorros detectaram a existência da bomba, mas não conseguiram impedir a ação suicida. "Tínhamos informação sobre um possível atentado em Islamabad. Essa ação estava muito bem planejada", disse Malik, que negou falhas de segurança.   O objetivo dos terroristas, segundo o ministro, era jogar o caminhão contra o hall do hotel Marriott, apesar de, horas antes, ele mesmo ter afirmado que os autores poderiam ter pensado em atacar alguma das autoridades do país. Os terroristas conseguiram passar pelos controles de segurança porque fizeram o caminhão-bomba se passar por um veículo de transporte de obras do hotel.   Embora, por enquanto, ninguém tenha assumido a ação, de acordo com Malik o atentado foi planejado por algum dos grupos que operam nas áreas tribais do noroeste paquistanês, e várias linhas de investigação apontam para a Al Qaeda. Malik disse não querer "ajuda externa" para a investigação do atentado.  

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