AFP PHOTO / GUILLERMO ARIAS
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Trump cancela política migratória de Obama que beneficia famílias de imigrantes ilegais

Política conhecida como Dapa visava ajudar as famílias dos filhos dos chamados ‘dreamers’ a permanecer juntos, sem a ameaça de deportação

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 03h50
Atualizado 16 de junho de 2017 | 11h49

WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou na quinta-feira 15 o cancelamento da política estimulada pelo antecessor Barack Obama para permitir que milhões de imigrantes ilegais, pais de crianças nascidas nos EUA, permaneçam no país.

O secretário de Segurança Nacional, John Kelly, anunciou por meio de um comunicado o fim imediato do memorando de novembro de 2014, com o qual o governo do ex-presidente Barack Obama eximia temporariamente da deportação os pais de filhos regularizados.

A política de 2014, conhecida como Dapa (Ação Diferida para Pais de Americanos e Residentes Permanentes Legais), pretendia ajudar as famílias dos filhos dos chamados "dreamers" a permanecer juntos, sem a ameaça de deportação.

A Dapa não chegou a ser implementada, depois que 26 Estados tiveram sucesso em uma ação em um tribunal federal do Texas para bloquear a medida. A decisão foi mantida pela Suprema Corte após uma votação apertada.

A política teria beneficiado, segundo algumas estimativas, quase quatro milhões de pessoas - aquelas com filhos nascidos nos EUA que estavam no país antes de 2010.

O Departamento de Segurança Interna anunciou o abandono da Dapa, com o apoio do Departamento de Justiça. Contudo, os EUA prosseguem com a política de 2012 de Obama conhecida como Daca (Ação Diferida para a Chegada de Crianças), que permitia às pessoas que entraram no país ilegalmente quando eram menores de idade a permanecer e estudar ou trabalhar com permissões renováveis a cada dois anos. / AFP e EFE

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