Governo sírio detém mais de 100 estudantes em Damasco

Estudantes foram presos quando faziam manifestação pela liberdade de colegas

Estadão.com.br e Agência Estado

22 de junho de 2011 | 11h15

DAMASCO - As forças de segurança do governo sírio invadiram na noite de terça-feira, 21, a cidade universitária de Damasco, agredindo estudantes e prendendo mais de cem, segundo informações da AFP. Os estudantes mantinham uma manifestação dentro do campus, segundo militantes.

 

 

Veja também:

especial A revolução que abalou o mundo árabe

 

 

Os manifestantes pediam a libertação de 11 de seus companheiros, detidos durante o dia na própria universidade, disse o dirigente do Observatório sírio de Direitos Humanos.

 

 

"Boas relações"

 

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, rejeitou nesta quarta qualquer interferência em assuntos internos do país. A autoridade disse ainda que Damasco mantém bons laços com a aliada Turquia. "

 

Nós estamos interessados em manter as boas relações com a Turquia, com quem dividimos uma fronteira comum de 850 quilômetros", afirmou Muallem na capital síria. "Não queremos descartar anos de esforços para conseguir laços privilegiados. Eu gostaria que (Ancara) reconsiderasse sua posição."

Os comentários são feitos no momento em que a Turquia busca se distanciar da Síria, por causa da violenta repressão a protestos pela democracia que ameaçam o regime do presidente sírio, Bashar Assad.

 

Muallem ressaltou que seu país não tolerará qualquer tipo de interferência em seus assuntos internos. "Nós podemos chegar a um consenso, apesar de pontos de vista divergentes", afirmou. "Ninguém de fora pode impor para nós o seu ponto de vista."

O ministro disse não acreditar que a comunidade internacional possa lançar uma operação militar contra a Síria. Além disso, negou que Damasco receba qualquer assistência do aliado Irã ou do grupo militante xiita libanês Hezbollah.

Tudo o que sabemos sobre:
Síriaprotestoschanceler

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.