Governo sírio nega envolvimento em massacre

Fontes oficiais afirmam que a culpa pelas mortes é de "centenas de homens armados" que também atacaram soldados na área

Agência Estado

27 Maio 2012 | 09h54

Damasco, 27 - O governo da Síria negou, neste domingo, que suas tropas foram responsáveis pelo ataque a uma série de vilas que provocou um massacre, com mais de 90 mortes, afirmando que a culpa pelas mortes é de "centenas de homens armados" que também atacaram soldados na área.

O ataque de sexta-feira em Houla, uma área a noroeste da cidade de Homs, foi um dos eventos mais sangrentos do conflito que ocorre na Síria, que se estende por 15 meses. A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que 32 crianças menores de 10 anos estão entre os mortos. A ONU e outras entidades internacionais culpam a Síria pelo ataque.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Jihad Makdissi, disse à repórteres em Damasco, que a Síria está sendo sujeitada a um "tsunami de mentiras" sobre Houla. "Nós categoricamente negamos a responsabilidade de forças do governo para o massacre", disse Makdissi.

O porta-voz disse que um comitê foi criado para investigar o incidente e os resultados da investigação devem ser divulgados nos próximos dias. Ele disse também que o enviado da ONU, Kofi Annan, estará na Síria nesta segunda-feira. As informações são da Associated Press. (Eduardo Magossi)

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