Governo sírio pede à ONU que detenha uma intervenção dos EUA

Embaixador da Síria na organização diz que Ban Ki-moon deve fazer pressão por uma solução política

O Estado de S. Paulo,

02 de setembro de 2013 | 12h31

BEIRUTE - A Síria pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que evite "qualquer agressão" contra o país depois das declarações feitas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, no fim de semana. Obama defendeu ataques punitivos contra o Exército sírio devido à ação com armas químicas no dia 21 de agosto.

Os EUA alegam que 1.429 pessoas, 426 delas crianças, foram mortas no pior incidente com uso de arma química desde o ataque com gás venenoso durante o governo do iraquiano Saddam Hussein, que deixou milhares de curdos mortos em 1988.

Uma eventual ação militar dos EUA será colocada em votação no Congresso, que encerra o período de recesso no dia 9 de setembro. Isso dará tempo ao presidente sírio, Bashar Assad, de preparar o terreno para qualquer operação e também permitirá que ele tente conquistar apoio internacional contra o uso da força.

No domingo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, defendeu a decisão de Obama e disse que o governo tem evidências de que gás sarin foi usado no ataque do dia 21.

Em uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e à presidente do Conselho de Segurança, Maria Cristina Perceval, o embaixador da Síria na ONU, Bashar Ja'afari, pediu a Ban "para assumir sua responsabilidade de prevenir qualquer agressão contra a Síria e que pressione para que se alcance uma solução política para a crise", informou nesta segunda-feira a agência de notícias estatal SANA./ REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaONUEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.