Abdalghne Karoof/Reuters
Abdalghne Karoof/Reuters

Governo sírio rejeita condições da oposição para diálogo

Líder da Coalizão Nacional Síria sugeriu que Assad libertasse dezenas de milhares de prisioneiros políticos

AE, Agência Estado

05 de fevereiro de 2013 | 12h44

DAMASCO - Um importante legislador do partido governista da Síria rejeitou as precondições para um diálogo estabelecidas pelo líder da oposição. Fayez Sayegh disse à Associated Press que o diálogo entre o governo sírio e os opositores políticos da Coalizão Nacional Síria, que conta com apoio ocidental, deve ter início sem precondições.

O líder opositor Mouaz al-Khatib pediu na segunda-feira que o presidente Bashar Assad desse uma resposta para sua proposta de diálogo, com o objetivo de salvar o país após 22 meses de guerra civil. Al-Khatib sugeriu que Assad poderia, como primeiro passo, libertar dezenas de milhares de prisioneiros políticos.

Sayegh declarou nesta terça-feira, 5, que os números citados pela oposição são exagerados e que o objetivo do grupo é provocar embaraços para o regime.

Novos confrontos

Pesados confrontos ocorreram nesta terça-feira na cidade de Alepo, norte sírio, onde rebeldes combateram tropas do governo nas proximidades de quartéis do Exército, que revidaram fazendo disparos com tanques.

Na zona rural de Alepo, soldados também bombardearam as cidades de Al-Bab e Sfeira, tomadas pelos rebeldes, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos.

"Confrontos entre rebeldes e tropas do governo tiveram início na madrugada desta terça-feira perto do quartel Mahlab, em Alepo, enquanto tanques do Exército bombardeavam a região. Os dois lados registraram baixas", disse o Observatório, que tem sede em Londres e recebe informações de ativistas, médicos e moradores que ainda estão em território sírio.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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