Governo sírio retoma cidade perto de Damasco e mata 23

Tropas do governo sírio retomaram uma cidade controlada pelos insurgentes nos arredores de Damasco nesta terça-feira após dias de ferozes combates, matando dezenas de pessoas, incluídos 23 combatentes, informaram grupos de ativistas da oposição síria e um porta-voz do rebeldes, identificado apenas como Ahmed. A cidade de Moadamiyeh foi retomada no começo da manhã.

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2012 | 14h57

Em Alepo, maior cidade da Síria e onde ocorrem combates entre as tropas do presidente Bashar Assad e os rebeldes, uma repórter de 45 anos da televisão japonesa que cobre a guerra civil síria, Mika Yamamoto, foi morta em um tiroteio. Ela é a primeira jornalista estrangeira a ser morta em Alepo, desde que a guerra civil chegou à cidade do norte da Síria há um mês.

No Líbano, para onde o conflito civil sírio se espalhou a partir da fronteira, choques entre partidários de Bashar Assad e opositores do presidente sírio deixaram três mortos e 33 feridos no norte do país. O exército libanês disse que entre os feridos estão dez soldados.

A capital Damasco e seus subúrbios assistiram nos últimos dois meses a uma forte escalada nos confrontos. As tropas do governo reforçaram ainda mais a ofensiva na capital após os insurgentes terem tomado grande parte de Alepo, maior cidade síria no norte do país, no final de julho. Até então, a revolta popular contra Assad, que estourou em março de 2011, estava fora de Alepo e Damasco.

O Comitês de Coordenação Local, grupo opositor sírio, e um porta-voz insurgentes identificado apenas como Ahmed, disseram que as tropas do governo retomaram hoje, logo após a alvorada, a cidade de Moadamiyeh, perto de Damasco. Os soldados invadiram a cidade a partir de quatro pontos, após terem bombardeado a área urbana. Ahmed disse que os soldados e milicianos shabiha (fantasmas, em árabe), invadiram as casas em busca de rebeldes. Três homens, na faixa dos 20 aos 30 anos, foram empurrados para a rua e fuzilados na calçada. Ahmed disse que 23 combatentes do Exército Livre da Síria (ELS) foram mortos quando as tropas do governo tomaram a cidade na aurora.

Mais tarde, ativistas disseram que dezenas de corpos foram encontrados em um abrigo na cidade. O Comitês disse que os corpos parecem ser de pessoas mortas em execuções. Mas Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório Sírio pelos Direitos humanos, grupo opositor sediado em Londres, disse que não está claro se as pessoas foram mortas em um bombardeio ou então executadas.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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