Governo sudanês diz que expulsão de Pronk é irreversível

O Governo do Sudão afirmou nesta quarta-feira que a decisão de expulsar do país o enviado especial da ONU, Jan Pronk, é irreversível, e que não se arrepende de ter adotado essa decisão."Apesar da decisão de expulsá-lo, Pronk continua adotando posturas hostis contra o Sudão e tenta incitar a comunidade internacional", afirmou um porta-voz da Presidência sudanesa.Na terça-feira, Pronk saiu de Cartum rumo a Nova York após a decisão do Governo sudanês de expulsá-lo, por considerar o enviado da ONU "persona non grata". No domingo, o Ministério de Exteriores do Sudão deu um prazo de três dias a Pronk para que ele saísse do país.No entanto, uma porta-voz das Nações Unidas no Sudão afirmou que Pronk continua como enviado especial desta organização para o Sudão até próximo aviso. O Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS), que faz parte do Governo, condenou a decisão de expulsão.Dinq Alur, um dos dirigentes do EPLS, reiterou que seu movimento não tinha informações sobre a decisão do governo, e afirmou que a atitude não representa a vontade de seu grupo, mas apenas a do partido da Conferência Nacional.

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