Governo sul-africano inaugura estátua de 9 metros de Mandela em Pretória

Homenagem foi feita em prédio sede do Executivo, em Pretória, onde Madiba foi velado

O Estado de S. Paulo,

16 de dezembro de 2013 | 11h45

Estátua de Mandela tem 9 metros de altura. Foto: Efe

 

PRETÓRIA - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, inaugurou nesta segunda-feira, 16, em Pretória uma estátua  de nove metros de altura do líder antiapartheid Nelson Mandela, um dia depois do sepultamento do corpo do ex-presidente em Qunu, sua aldeia natal, no sudeste do país.

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A estátua, esculpida em bronze, foi erguida nos jardins dos Union Buildings, a sede do governo sul-africano na capital, que na semana passada abrigou o velório do antigo líder. A enorme obra dos artistas sul-africanos Andre Prinsloo e Ruhan Janse Van Vuuren mostra um Mandela sorridente e de braços abertos.

"Estamos contentes de estar hoje aqui. Se perceberem, em todas as estátuas de Madiba (apelido carinhoso pelo qual o ex-presidente é conhecido na África do Sul), ele levanta um punho", afirmou Zuma, diante de vários familiares de Mandela e dignatários sul-africanos."Esta é diferente de outras. Ele ergue as mãos. Ele está abraçando toda a nação."

O ato coincidiu com a celebração do Dia da Reconciliação, feriado que lembra o fim do regime racista do apartheid. Mandela foi sepultado ontem em Qunu após um funeral de Estado assistido por cerca de cinco mil pessoas, entre familiares do herói sul-africano e líderes estrangeiros.

O enterro pôs fim aos dez dias de luto nacional declarados após a morte do ex-presidente, que morreu no último dia 5, aos 95 anos, em sua casa de Johanesburgo após um longo período com problemas de saúde.

Mandela se tornou em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul e liderou, junto de seu antecessor no cargo e último líder do apartheid, Frederik De Klerk, uma transição democrática que evitou uma guerra civil entre brancos e negros no país.

Madiba tinha saído de prisão quatro anos antes, após passar 27 anos preso por sua militância contra o regime segregacionista. Foi nas prisões em que passou boa parte da vida que contraiu os problemas respiratórios que provocaram sua morte. / EFE

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