Governo tailandês sujeita negociação a fim de protestos

O governo tailandês rejeitou hoje a proposta de negociações de paz com os líderes dos Camisas Vermelhas. Para o governo, as conversas não podem ser iniciadas até que os manifestantes se dispersem. Segundo o gabinete do ministro Satit Wonghnongtaey, o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, disse que saudava as negociações para interromper a violência, mas que "as conversações vão acontecer apenas depois que o protesto terminar".

AE-AP, Agência Estado

18 Maio 2010 | 18h12

A decisão deixa a crise no país mais longe do fim, depois de seis dias de violência que já resultaram na morte de 38 pessoas e na desestabilização política da Tailândia, nação que já foi considerada uma das mais fortes democracias do sudeste asiático. Milhares de Camisas Vermelhas, manifestantes contrários ao governo, permanecem acampados atrás de barricadas para pressionar por novas de eleições nacionais. Os manifestantes entraram em confronto com soldados nas ruas.

Os comentários desta terça-feira, mostrados na televisão, foram uma resposta a uma oferta feita mais cedo por líderes dos Camisas Vermelhas, que disseram que aceitariam incondicionalmente uma oferta do Senado para mediar as negociações entre os dois lados. A aceitação da parte dos manifestantes é significativa, já que anteriormente eles haviam estabelecido condições para qualquer tipo de negociação. O primeiro-ministro pediu ao Senado que mantenha contato com os Camisas Vermelhas e pediu a eles que encerrem o protesto, disse Satit.

Depois de ouvir a resposta do governo, os Camisas Vermelhas prometeram que suas manifestações continuarão. "Enquanto as tropas entrarem em confronto com o povo, o povo vai lutar", disse Jatuporn Prompan, um dos líderes manifestantes. "A paz terá início quando as tropas se retirarem e assim iniciarmos as negociações.

Os Camisas Vermelhas ocupam há um mês uma área de três quilômetros quadrados no centro de Bangcoc. Não se sabe exatamente quantas pessoas permanecem no local. O governo estima que sejam 3 mil. Os manifestantes, na maioria agricultores pobres, exigem que Abhisit dissolva o Parlamento e convoque eleições antecipadas.

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