Governo tailandês vai proteger aeroportos diante de protestos

Milhares de pessoas têm ido às ruas para protestar contra o governo do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

13 de abril de 2009 | 07h58

A Tailândia tomará medidas para proteger os principais portos e aeroportos do país nas próximas horas, enquanto enfrenta violentos protestos contra o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, disse hoje Panitan Wattanayagorn, porta-voz do governo. Desde a semana passada, milhares de pessoas têm ido às ruas para protestar contra o governo, o que acabou forçando o cancelamento do encontro de nações asiáticas que aconteceria no balneário de Pattaya durante o fim de semana. O primeiro-ministro da Tailândia pediu nesta segunda-feira, 13, aos manifestantes antigovernamentais que se retirem das ruas de Bangcok e pediu a população que coopere para restabelecer a ordem na capital.

 

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"Nas próximas horas, várias medidas de segurança serão tomadas para proteger todos os principais portos, aeroportos e infraestruturas importantes para a sua própria segurança", afirmou o porta-voz. "Gostaríamos de assegurar que a situação de agitação na Tailândia está sendo controlada", completou.

O Exército da Tailândia afirmou que usará "todos os meios possíveis" para restabelecer a ordem rapidamente e liberar o tráfego, segundo pronunciamento do comandante supremo Songkitti Jaggabatara na televisão.

 

Por um discurso transmitido pela televisão, Vejjajiva revelou que quatro soldados foram feridos por disparos dos ativistas durante uma ação do exército para desalojar uma intersecção que bloqueava a parte velha da cidade.

 

Outros 23 militares estão entre os 77 feridos nos enfrentamentos da madrugada desta segunda-feira entre as tropas e os manifestantes na região de Din Daeng em Bangcok, aonde é regido o estado de exceção.

 

Cerca de 400 soldados usaram gás lacrimogêneo e disparos ao ar foram dados para dispersar entre 100 e 300 ativistas, que responderam com tiros e coquetéis Molotov. Os manifestantes também tentaram lançar pneus e um carro em chamas contra militares, segundo informam os serviços de emergência.

 

O exército justificou o uso da força depois do fracasso do diálogo com os manifestantes. Por sua vez, Vejjajiva negou a morte de seis participantes dos protestos.

 

Previamente, o governo anunciou a detenção de um número indeterminado de ativistas. A polícia tem ordem de prender todos os líderes, e o principal deles, Arisman Poongruengrong, foi detido no domingo, 12, pela manhã.

 

Pelo menos 30 mil manifestantes espalhados por toda a cidade seguem bloqueando cruzamentos e estão concentrados em frente a edifícios oficiais, onde alguns veículos policiais foram abandonados.

 

Centenas de pessoas formam uma cadeia humana em torno do palácio governamental para que o exército não possa abortar a manifestação que deve ocorrer ainda hoje.

 

O governo da Tailândia declarou ontem estado de emergência dentro e ao redor de Bangcoc, enquanto milhares de manifestantes pediam que o primeiro-ministro deixasse o cargo. O ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, deposto em 2006, clamou ontem por uma revolução. As informações são da Dow Jones.

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