Governo tem plano para retirada de brasileiros de embaixada na Síria

Membros da comunidade brasileira em Damasco também serão ajudados para deixar o país

Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo,

20 de julho de 2012 | 02h04

BRASÍLIA - Ainda sem prazo para fechar a embaixada em Damasco, o governo brasileiro observa com atenção o que acontece na Síria nesta sexta-feira, avaliado como um dia crítico para a revolta no país.

Último dia do final de semana para os árabes, já tradicionalmente um dia com mais casos de violência e mais manifestações, hoje também começa o Ramadã, o tradicional mês de jejum dos muçulmanos.

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Existe já pronto um plano de retirada para os diplomatas brasileiros sediados em Damasco e também para membros da comunidade brasileira que pediram ajuda à embaixada para sair do país. A saída deverá ser por terra para Beirute, no Líbano, e de lá a volta ao Brasil via Europa. No entanto, a estratégia só será colocada em prática a pedido do embaixador, Eduardo Cascione que, por enquanto, avalia não ser necessário.

Cascione pediu reforço militar para a segurança da embaixada. O governo brasileiro avalia o envio de 12 militares, mas ainda não foi decidido quando eles partiriam - até porque não se sabe por quanto tempo ainda será possível manter a embaixada aberta.

A comunidade de brasileiros na Síria é composta por cerca de 3 mil pessoas, a maioria descendentes de sírios nascidos no Brasil que decidiram voltar à terra de seus antepassados. O Itamaraty identificou um pequeno aumento na procura de ajuda depois que os combates se aproximaram de Damasco, mas nada que se compare ao que precisou ser feito no Líbano, em 2006, quando mais de 700 pessoas foram retiradas do país.

Em fevereiro, o Itamaraty fez a retirada de dois adolescentes nascidos no Brasil, filhos de sírios, que estavam em Homs, uma das primeiras cidades afetadas pelo conflito. Os pais procuraram a embaixada e pediram ajuda para mandar os jovens para ficar com parentes no Brasil.

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