Governo tibetano diz que 203 foram mortos em protestos

Estimativa de mortos na repressão chinesa apontada pelos líderes exilados é 10 vezes maior que número oficial

Agência Estado e Associated Press,

29 de abril de 2008 | 19h49

Pelo menos 203 tibetanos foram mortos na repressão chinesa após os protestos na província, disseram líderes do governo tibetano no exílio, nesta terça-feira, 29. A estimativa é quase dez vezes maior que o número oficial, de 22 mortos. Veja também:Dezessete pessoas são condenadas pelos distúrbios em LhasaTibetanos exilados lembram morte de manifestantesChina acusa o dalai-lama de manipular opinião pública mundialEntenda a questão do Tibete O número divulgado pelo governo exilado na Índia foi obtido através de contatos do grupo na província. Não é possível verificar de forma independente os números, pois Pequim restringe a circulação na região desde o início dos protestos. Segundo o porta-voz do governo tibetano no exílio Thubten Samphal, mais de mil tibetanos ficaram feridos e mais de 5,7 mil foram presos. "Nós chegamos a esses dados após examinar cuidadosamente as fontes. Nossa equipe de pesquisas tentou confirmar os dados através de contatos diretos e também de testemunhas no Tibete", assegurou Samphal. "Nós tememos que o número exato seja ainda maior, já que notícias das áreas remotas são quase inexistentes." Os protestos contra o governo central se tornaram violentos em 14 de março na capital provincial, Lhasa. Eles significaram o maior desafio ao governo de Pequim em quase duas décadas. A circulação de estrangeiros está proibida na província desde então. Os protestos foram inicialmente pacíficos, liderados por monges budistas, realizados no dia 10 de março - aniversário de uma fracassada insurgência contra o governo chinês. Quatro dias depois, tibetanos começaram a atacar carros, lojas e membros da etnia han, majoritária no país.

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