Governo tibetano estima que 80 pessoas morreram em Lhasa

Exército e a Polícia chinesa estão mobilizados em todo o território da região; monges protestam na Índia

EFE

16 de março de 2008 | 10h42

O governo tibetano no exílio disse neste domingo, 16, que "fontes críveis" confirmam que pelo menos 80 pessoas morreram durante os distúrbios da última sexta-feira em Lhasa, a capital do Tibete.   - Dalai Lama denuncia 'genocídio cultural'    A administração central do Tibete, com sede em Dharamsala, no norte da Índia, acrescentou que Lhasa permanece sitiada e que todos os acessos foram bloqueados, em comunicado divulgado através de seu site. Além disso, o executivo no exílio afirma que o Exército e a Polícia da China estão mobilizados em todo o território da região, e que várias unidades militares estão se dirigindo às zonas rurais, acrescentou a nota. Universidades e os estabelecimentos comerciais permanecem fechados.     Fontes oficiais chinesas, citadas pela agência "Xinhua", avaliaram em 10 o número de vítimas fatais nos distúrbios. No sábado, 15 as autoridades tibetanas anunciaram que tinham "relatórios não confirmados" indicando que cerca de 100 pessoas haviam morrido em Lhasa e em outros pontos da região.   Protestos na Índia   Milhares de tibetanos exilados na Índia fizeram uma manifestação em Dharamsala, no norte do país, para protestar contra as mortes no Tibete, informou uma ativista pró-tibetana. "É difícil dizer exatamente quantas pessoas estão se manifestando nas ruas de Dharamsala, mas são vários milhares. É uma manifestação enorme", disse a presidente da Associação de Mulheres Tibetanas, B.Tsering Yeshi.   O presidente do Congresso Tibetano de Jovens, Tsewang Rigzin, afirmou que as manifestações contavam com milhares de participantes. Os manifestantes denunciam violações de direitos humanos. Segundo a ativista, os distúrbios violentos da sexta-feira passada em Lhasa são a conseqüência "da repressão que as autoridades chinesas estão exercendo durante anos no Tibete". Os incidentes na capital tibetana ocorreram em meio aos protestos desde o dia 10 protagonizados por monges budistas, e que começaram para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959.     Centenas de monges budistas participam neste domingo de um grande oração em Lhasa, e depois haverá um comparecimento público do Dalai Lama, o líder espiritual tibetano. O Dalai Lama se exilou na Índia em 1959 e foi nomeado chefe de governo no exílio em Dharamsala, cidade situada no estado de Himachal Pradesh.     Em 1950, o Tibete foi ocupado militarmente pela China. O governo de Pequim afirma que esse território faz parte de seu país há séculos devido a uniões dinásticas.

Tudo o que sabemos sobre:
TIBETEPROTESTOSMORTOSCHINADALAI LAMA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.