Governo timorense lamenta a morte de Vieira de Mello

As autoridades de Timor Leste receberam com tristeza e incredulidade o anúncio da morte de Sérgio Vieira de Mello, que trabalhou de outubro de 1999 até maio de 2002 como administrador do Governo Transitório, após a independência timorense da Indonésia. O presidente da República, Xanana Gusmão, membros do governo e outros líderes nacionais manifestaram-se chocados com a notícia, considerando que Vieira de Mello assumiu o status de "timorense honorário".Sem acesso regular às redes de TV internacionais, muitos dos líderes timorenses souberam da morte de Vieira de Mello por meio de contatos telefônicos durante a madrugada (pelo horário local).Logo após saber do atentado, o chanceler timorense, José Ramos Horta, Prêmio Nobel da Paz de 1996, qualificou de "repugnante" o ataque contra a sede da ONU em Badgá, que ele atribuiu à organização Al-Qaeda ou a "extremistas com a mesma orientação"."Manifesto profunda consternação pessoal e de todo o governo e povo de Timor pelo trágico atentado que vitima as Nações Unidas e Sérgio Vieira de Mello", disse Ramos Horta. "Nós, que conhecemos de perto Vieira de Mello, ficamos profundamente consternados e sentimos quase diretamente esse repugnante ataque."A Pastoral da Criança, que tem centenas de voluntários atuando em Timor Leste, lamentou também a morte de Vieira de Mello. A coordenadora nacional da entidade, doutora Zilda Arns Neumann, disse que contou com amplo apoio do diplomata da ONU durante sua viagem a Timor, por ocasião da aplicação da metodologia da Pastoral da Criança no país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.