Governo timorense ordena volta do Exército aos quartéis

O governo do Timor Leste ordenou ao Exército que volte aos quartéis, nos arredores de Díli, a capital, enquanto as forças australianas que desde quinta-feira estão chegando tomam o controle da cidade.O ministro de Relações Exteriores do Timor, José Ramos Horta, espera que no fim de semana as partes em conflito - o Exército e 600 soldados rebeldes - se sentem para negociar, segundo informou a rádio australiana ABC.Na quinta-feira, aconteceu o mais sangrento dos incidentes registrados nas últimas semanas desde o início da rebelião de quase 600 ex-soldados expulsos do Exército timorense.A ONU confirmou em Nova York que nove policiais morreram baleados por soldados do Exército timorense. Outros 27, desarmados, foram feridos quando saíam de seu quartel no centro de Díli, acompanhados por forças das Nações Unidas.Presença estrangeiraUm grupo de assessores da ONU tinha acabado de obter um cessar-fogo, depois de soldados timorenses atacarem durante mais de uma hora o quartel da polícia. Aparentemente, os militares acharam que os policiais eram traidores. Pelo acordo, os policiais sairiam sem suas armas.No incidente também foram feridos dois oficiais da ONU. Mais 62 policiais timorenses foram resgatados pelo pessoal da ONU e abrigados no quartel do órgão internacional.Segundo o ministro da Defesa da Austrália, Brendan Nelson, 350 soldados australianos já se encontram em Díli. A força vai chegar a 1.300 homens até o fim de semana. Na manhã desta sexta-feira chegou o primeiro vôo com soldados da Malásia, outro país que se comprometeu a enviar ajuda militar para restabelecer a calma e a ordem. Também deverão chegar nos próximos dias tropas da Nova Zelândia e de Portugal.

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