AFP PHOTO / Juan BARRETO
AFP PHOTO / Juan BARRETO

Governo Trump estuda impor sanções contra PDVSA e cúpula chavista

Sanções ao petróleo venezuelano, que responde por 95% da receita de moeda estrangeira do país, poderiam amplificar a crise de escassez de alimentos e remédios e a violência nos protestos contra Maduro, com mais de 60 mortos em dois meses

O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2017 | 14h55

WASHINGTON  - A Casa Branca estuda adotar sanções contra o setor de energia da Venezuela, incluindo a estatal do petróleo PDVSA, disseram fontes do governo americano à Reuters nesta segunda-feira, 5. Se concretizada, a medida seria um passo sem precedentes na pressão da administração de Donald Trump contra o governo de Nicolás Maduro, que até agora consiste em sanções econômicas a membros do governo chavista. Outras autoridades da cúpula bolivariana também podem sofrer punições. 

Sanções ao petróleo venezuelano, que responde por 95% da receita de moeda estrangeira do país, ainda estão sendo discutidas como apenas uma das opções para a crise venezuelana, de acordo com as mesmas fontes. Uma punição ao setor poderia amplificar a crise de escassez de alimentos e remédios, que já é grave, e a violência nos protestos contra Maduro, com mais de 60 mortos em dois meses. 

Outro complicador é que a Venezuela é o terceiro maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos, atrás de Canadá e Arábia Saudita. "Ainda não chegamos a uma decisão, mas todas as opções estão sobre a mesa", disse a fonte. "Queremos ver os atores maus responder por seus erros."

Desde a posse de Trump, em janeiro, os Estados Unidos têm ampliado as sanções contra a Venezuela. Enquanto no governo Obama, membros do segundo escalão eram submetidos a punições, os republicanos envolveram nelas a cúpula do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e o vice-presidente Tareck El Aissami

 

Ainda de acordo com as fontes, sanções similares às impostas a essa cúpula devem ser impostas contra outros membros do governo suspeitos de corrupção e narcotráfico.  / REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.