George Frey/Getty Images/AFP
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Governo Trump formaliza derrubada do Plano de Energia Limpa de Obama

O plano foi lançado em 2015 com a meta de que os Estados Unidos reduzissem até 2030 em 32% as emissões de carbono das centrais elétricas em relação aos níveis de 2005

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2017 | 16h02

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos formalizou nesta terça-feira, 10, a derrubada do Plano de Energia Limpa (CPP, na sigla em inglês) promovido pelo ex-presidente Barack Obama para controlar as emissões de gases de efeito estufa.

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Como havia antecipado ontem que faria, o administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Scott Pruitt, assinou hoje um documento em que propõe o fim do CPP.

Essa derrubada por parte do governo de Donald Trump "facilitará o desenvolvimento dos recursos energéticos dos Estados Unidos e reduzirá cargas reguladoras desnecessárias", disse Pruitt em um comunicado.

Se for elaborada uma nova norma a respeito, o será de forma "cuidadosa, correta e com humildade, ouvindo todos os afetados", afirmou Pruitt.

O chamado Plano de Energia Limpa de Obama foi lançado em 2015 com a meta que os Estados Unidos reduzissem até 2030 em 32% as emissões de carbono das centrais elétricas em relação aos níveis de 2005.

Peça fundamental dos esforços de Obama contra a mudança climática e bloqueado provisoriamente pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro de 2016, o ex-presidente pretendia com esse plano substituir as centrais elétricas de carvão por outras abastecidas com gás natural e energias limpas como a eólica e a solar.

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Em março, Trump assinou uma ordem que pedia a revisão do CPP como primeiro passo para buscar a independência energética do país e criar empregos, particularmente na enfraquecida indústria do carvão.

Em um comunicado, o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Paul Ryan, classificou hoje como "decisão correta" a derrubada do CPP, alegando que foi "uma ampla e ilegal expansão da autoridade governamental no setor da energia" e  devastadora" para a indústria do carvão. / EFE

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