Governo uruguaio quer controlar imprensa para lutar contra violência

Intenção é 'promover' uma autorregulação da publicação de informações sobre segurança no país

Efe,

20 de junho de 2012 | 23h55

MONTEVIDÉU - O governo uruguaio irá controlar o conteúdo dos noticiários como parte de uma série de medidas para lutar contra a violência no país, afirmou nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento Social, Daniel Olesker. O governo de José Mujica buscará "promover, em diálogo com os veículos de comunicação e seus trabalhadores, formas de autorregulação quanto à publicação das informações referidas a segurança e violência", destacou o ministro em entrevista coletiva.

 

Também se buscará o "envolvimento" da imprensa na "promoção de valores e direitos" para alcançar uma "melhor convivência". O anúncio é parte da denominada "Estratégia pela vida e a convivência", plano que inclui também a legalização "controlada e regulada" da maconha. O governo uruguaio prepara ainda uma "Lei de serviços de comunicação audiovisuais" que, segundo Mujica, tenta regular serviços como rádio e televisão, mas "sem o interesse de regular o conteúdo dos noticiários".

 

A ideia é garantir um sistema de imprensa "diverso e plural" e reduzir a concentração na televisão, assinalou Mujica no mês passado. Além disso, serão assinalados na nova legislação quais são os direitos e obrigações "de caráter social" que as empresas devem observar. "Não é um projeto de lei para amordaçar a imprensa e os jornalistas. A ideia é garantir mais liberdade de expressão, não só para a mídia, mas também para todas as pessoas", assegurou Mujica.

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