Governo usa canhões de água contra ato no Bahrein

Forças de segurança do Bahrein lançaram gás lacrimogêneo e usaram canhões de água contra milhares de manifestantes que participavam de um protesto em apoio a um ativista dos direitos humanos detido, que está em greve de fome há quase dois meses. "Liberdade ou martírio", gritavam os manifestantes que carregavam fotografias de Abdulhadi al-Khawaja, cuja piora no estado de saúde levou grupos como a Anistia Internacional a fazer apelo por uma intervenção internacional no caso.

AE, Agência Estado

06 de abril de 2012 | 14h21

Al-Khawaja e outros sete líderes opositores foram sentenciados à prisão perpétua em junho, após serem condenados por crimes contra o Estado. A maioria xiita do Bahrein iniciou um levante 14 meses atrás contra o controle político do país pela monarquia sunita, que ainda mantém o apoio do Ocidente e tem estratégicas ligações com os Estados Unidos, por abrigar a 5ª Frota Naval norte-americana.

As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo, canhões de água e granadas de efeito moral para dispersar a multidão quando ela se encaminhava para a Praça da Pérola, no centro da capital Manama, que foi o ponto central dos protestos no ano passado, antes de ser tomada por policiais e tropas militares. Não há informações sobre feridos graves.

A manifestação aconteceu após um sermão proferido pelo principal clérigo xiita do país, xeque Isa Qassim, que previu que o levante pode "sair do controle" se Al-Khawaja morrer na prisão. Al-Khawaja tem cidadania dinamarquesa e autoridades em Copenhague pediram às autoridades bareinitas que permitam que ele viaje para a Dinamarca para receber tratamento médico.

Na manhã desta terça-feira, a filha de Al-Khawaja, Zainab, foi transferida para a prisão depois de ser detida durante manifestações em apoio a seu pai, informou o advogado Mohammed al-Jishi. Segundo a polícia, ela atacou um funcionário público. As informações são da Associated Press.

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