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Governo usa helicópteros contra rebeldes em Damasco

Exército já havia utilizado tanques de guerra, mas uso de poderio aéreo reflete seriedade do conflito

AE, Agência Estado

17 de julho de 2012 | 08h52

BEIRUTE - Forças do governo sírio com suporte de helicópteros estão lutando com os rebeldes em Damasco nesta terça-feira, 17, um aumento claro na escala dos mais sérios confrontos na capital desde que a revolta começou. O Exército já havia utilizado tanques de guerra e veículos de transporte blindados, mas o uso de poderio aéreo reflete a intensidade e seriedade dos combates.

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Os confrontos pesados acontecem em pelo menos quatro bairros da cidade e já duram três dias, sinal de que o conflito na Síria está degringolando para uma guerra civil cada vez mais próxima do coração do regime do presidente Bashar Assad.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres, e o ativista Maath al-Shami, em Damasco, confirmaram que a violência está concentrada em Kfar Souseh, Nahr Aisha, Midan e Qadam nesta terça-feira. "Eu posso ouvir o som de tiros e algumas explosões vindas da direção de Midan", disse Al-Shami para a Associated Press via Skype. "Fumaça negra está saindo da região". A agência de notícias estatal afirma que as tropas estão perseguindo "elementos terroristas" que fugiram de Nahr Aisha para Midan.

Os embates são os mais contínuos e generalizados a atingir a capital desde o início da revolta contra Assad, em março do ano passado. Ativistas estimam que a repressão do governo matou mais de 17 mil pessoas. No passado, as lutas aconteceram durante a noite. Agora, os tiroteios ocorrem à luz do dia.

Damasco e Alepo, as maiores cidades da Síria, são ambas habitadas por uma elite que beneficiou-se de laços com o regime de Assad, bem como por comerciantes e grupos minoritários que temem pela sua segurança se o presidente cair.

Al-Shami afirmou que moradores de áreas atingidas pela violência estão fugindo para vizinhanças mais seguras e abrigando-se em escolas e mesquitas. Ele também disse que muitos feridos estão sendo tratados em hospitais secretos, por medo de serem presos se levados a hospitais oficiais.

As informações são da Associated Press.

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