Federico Parra / AFP
Federico Parra / AFP

Governo venezuelano celebra vitória por bloqueio de ajuda humanitária

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte e nº 2 do chavismo, diz que governo agiu com 'muita inteligência' e 'não deu os mortos que os opositores queriam' durante as manifestações no sábado

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2019 | 18h17

SAN ANTONIO DEL TÁCHIRA, VENEZUELA - O governo da Venezuela celebrou neste domingo, 24, como uma "vitória" o bloqueio da ajuda internacional no sábado, depois de graves distúrbios nas fronteiras com a Colômbia e o Brasil.

"Hoje (domingo) consolidamos a vitória de ontem, amanhã consolidaremos ainda mais esta vitória (...) nenhum um único caminhão com ajuda humanitária passou", declarou o líder governista Diosdado Cabello, em um ato em San Antonio del Táchira, na fronteira com a Colômbia.

Acompanhado por generais leais ao presidente Nicolás Maduro, Cabello, presidente da Assembleia Constituinte que governa o país com poder absoluto, assegurou que o governo está firme em sua posição. "Nós não nos rendemos, nem vamos nos render."

"Ontem mostramos a eles, não caímos no que queriam, não demos os mortos que eles queriam, agimos de forma muito inteligente até a vitória", disse. 

San Antonio está ligada à cidade colombiana de Cúcuta - principal centro de armazenamento da ajuda enviada pelos Estados Unidos - pela ponte Simón Bolívar, cenário de distúrbios no sábado, onde dois caminhões com alimentos e medicamentos foram queimados.

Mais cedo, o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, culpou a oposição liderada por Juan Guaidó pela violência. "Tudo aconteceu na Colômbia", disse ele, acusando "guarimberos (manifestantes da oposição) drogados" de incendiar os veículos. / AFP

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